sábado, 6 de janeiro de 2018

2ª São Silvestre A-do-Neves. Muito obrigado!

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
2ª São Silvestre A-do-Neves. 
Na primeira edição deste evento, lembro-me, uma hora depois da maior parte do pessoal se ter ido embora, ter este pensamento. 
“Se organizar a 2ª edição, fazemos isto, fazemos aquilo, fazemos assim, fazemos assado…” (e não é que fizemos assados mesmo!!!)
O esqueleto da prova ficou definido nessa noite. Como é óbvio, sofreu muitas alterações. Surgiram opiniões, sugestões, de muita gente. Foi tudo acolhido. Umas ideias complementaram outras. E isso é que tem de ser sublinhado. Esta é uma prova de muita gente, eu apenas liguei as pontas. Com o meu irmão a ser o braço direito da coisa.
Tenho que fazer um parêntesis.
Numa altura em que organizavam-mos festas de Verão, fizemos no Centro Cultural A-do-Neves um torneio de sueca. Pus alguma originalidade nos prémios, originalidade e sigilo. Não podíamos ser copiados, tinha que haver o efeito surpresa.
Conseguimos pôr a jogar 200 equipas, ou seja, 400 pessoas, mais acompanhantes. No Centro Cultural A-do-Neves e arredores (na zona de partida da São Silvestre A-do-Neves), andavam mais ou menos 500 (!!!) pessoas.  Acho que foi o dia, em toda a minha vida, que me chamaram mais nomes, nada abonatórios. A mim e a todos os que estavam na organização. Lembro-me que passei na zona do bar no fim da tarde. Parecia que tinha passado um tsunami. Sobraram as pessoas do staff. Pelo menos ninguém foi dado como desaparecido até hoje…
Fiz este parêntesis, para explicar que em nenhuma altura estive preocupado com a quantidade de pessoas que se podiam inscrever. Até tive que brincar com a situação, e pôr as inscrições limitadas a 10500 pessoas. Sim, chegara-me aos ouvidos algumas preocupações (algumas insólitas). Tudo normal para quem não conhece as pessoas envolvidas.
Eu não tenho nada contra quem joga sueca, mas os runners são malta mais paciente.
Também fui questionado sobre o pessoal que viria do norte, os meus colegas de clube e respetivas famílias. Um autocarro de pessoas é muita gente. Esses eram os que me davam menos preocupação. Vamos lá a perceber. Então eu faço parte do clube por alguma razão… Deve ser porque sou bem tratado (não vou aqui agora falar de uma ameaçazita ou outra). Então… Eles são familiares… Não vem na árvore genealógica. É aquela família que vamos encontrando ao longo da vida. E depois ainda são simpáticos, as pessoas ficaram a gostar deles. Não sei quanto pagaram por isso!!!
Outra coisa a sublinhar, foi a adesão espontânea dos populares. Em primeiro lugar destacar a parte dos doces. Sim, nós sugerimos, se houvesse uma pessoa ou outra, que quisesse fazer um bolo. Para nós tudo bem. Não estava era à espera de tanto. No aspeto logístico tinha tudo pensado, mas precisávamos de mão de obra. No dia da corrida havia pessoas para tudo e mais alguma coisa. Foi espetacular. Foi mesmo aquele espírito de Festas de Verão, foi muito bom!!! 
Não vou individualizar agradecimentos, iria ser injusto de certeza absoluta. Vou agradecer de forma mais “geral”.
Em primeiro lugar, os apoios mais formais. 
À Câmara Municipal de Almodôvar, por tornar possível este evento. Quer na parte logística, apoios, organização. O facto de a prova ser não competitiva, não quer dizer que não houvesse muito profissionalismo. Muito mesmo. Ajudaram a dar corpo ao que idealizei. 
Depois à Junta de freguesia do Rosário. Apoiaram incondicionalmente todas as solicitações. A parte das bebidas, dos prémios, foi tudo suportado pela junta de freguesia.
Ainda formalmente, à União de de freguesias de Santa Clara-Gomes Aires. Que gentilmente nos emprestou o pórtico.
Depois os apoios menos formais. Menos formais, mas mais saborosos.
Do ano passado, transitavam os apoios da empresa Luis e Mateus, e da Queijaria Monte do Pereiro. Enchidos, e queijos respetivamente. Dizer que da parte de Luis e Mateus, este ano ainda juntaram aos enchidos, carne para grelhar na brasa. Foi uma oferta muito bem recebida pelos participantes… Ainda do ano passado, a Quinta do Lobo (Eduardo Lobo), a fornecer o vinho tinto.
Este ano, José Luis Brito Madeira, foi a primeira novidade, ao oferecer um leitão assado. Seguiu-se a pastelaria Sarita com os magníficos bolos Rei. As padarias de Mário José Mestre, e Antónia Duarte, ao oferecerem o pão para acompanhar as “proteínas”. Também no vinho apareceu mais uma oferta. Sebastião Madeira, também quis trazer a sua “pomada”. E por último o João Dores, que quis dar aos participantes as azeitonas por si "adoçadas". 
Um agradecimento a todos os que comigo colaboraram, de forma a tornar tudo isto possível. É mesmo muita gente. Muito obrigado!
Agora um agradecimento para todos os participantes, foram eles que trouxeram dimensão e sentido à prova. Muito, muito obrigado a todos.
A prova tinha uma finalidade, foi mais que atingida. Eu tinha ficado sensibilizado com a alegria que tinha visto nos rostos da edição anterior. A promessa era duplicar esses rostos. Foi superado em muito…
Fica para o fim a menção ao meu clube. Clube Atletismo de Lamas. Escrevi numa publicação, “Clube Atletismo de Lamas, não é um clube melhor do que os outros. É diferente!”
Carlos, tens de ter aulas de Matemática…
Disse-me numa das minhas viagens a norte. 
“Epà, já que vais organizar a prova, vamos uns sete  oito pernetas lá a baixo”.
Sete ou oito?! Não estudes que não é preciso. É por isso é que é um clube diferente. Tem pessoas que não percebem nada de matemática… Só por isso!!!
Muito obrigado por tudo pessoal. Foi um orgulho enorme tê-los recebido. Como já disseram em vários sítios, que valeu a pena a viagem de quase 1000 kms em 18 horas. É a opinião de um autocarro de pessoas (dá para acreditar?!). Agora não há volta a dar. Está dito.
Do fundo do coração, muito, muito obrigado!!!
Vou buscar uma ideia que deixei no início. 
“Eu não tenho nada contra quem joga sueca, mas os runners são malta mais paciente.”
Ou então, ao contrário dos participantes na sueca, os runners não “emborcaram” paletes e paletes de barris de imperial numa tarde/noite inteira. Outra diferença foi, que nesta prova venceram todos. E na sueca todos queriam ganhar o primeiro prémio... Todos queriam ganhar a Vaca...
Quem é que sabe?! Pode ter feito toda a diferença...
Boas corridas!




segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

Não pode ser... Mas eu gosto tanto!!! Não pode ser... Mas...

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Como não há provas no radar, porque não falar um pouco da preparação para a maratona de Barcelona. 
Um plano de treinos é uma autêntica montanha russa. E se apanha a época natalícia/fim de ano, então é para esquecer. Fiquei com esse conhecimento, na experiência que foi preparar Sevilha 2014, prova que está calendarizada nos últimos fins de semana de Fevereiro. 
Tem que haver um “jet lag”, que não lembra a ninguém. Planos de treino, não gostam de jantares de Natal. É verdade, isso só acontece porque sou um atleta de baixa competição. Tenho a regra, muita corrida sim senhor, mas não posso interferir em excesso na parte pessoal. Há mais vida para além da corrida.
Hoje é mesmo sobre corrida que vou escrever, alguma vez tinha que ser.
Divido o plano de treinos em três tipos de treinos. Técnicos, longos, e de recuperação. É elaborado por mim, e como já tenho alguma bagagem acumulada, vou ver ao histórico, o que andei a fazer em determinadas fases de cada preparação. A partir daí, a construção do plano vai sendo alterada. Aproveita-se o que resultou, e altera-se o que correu menos bem. Mas isto é a parte lógica da coisa. Porque às vezes num só treino, há mil alterações.
Aos treinos longos, chamo-lhe as minhas pequenas maratonas.
Na generalidade dos  treinos longos, com trinta ou mais kms, existe sempre a sensação de uma pequena maratona. Como são feitos em intensidade moderada, no fim, fica aquela sensação, mais uma banana e meio litro de água no bucho, e hoje fazia os 42.195m… São as tais “pequenas maratonas”. Mas é mesmo para isso que os treinos longos servem. Para dar confiança. 
Os treinos técnicos são uma carga de trabalhos… Há dois anos que não faço séries. Achei que ia melhorar a minha vida com essa deliberação.  Melhorei?! Nem por isso! 
Uma lesão num treino de séries na preparação de Paris 2016, fez-me tomar essa decisão. Em vez de ganhar velocidade, com esse treino, ganhei uma remessa de dores de cabeça. 
O problema foi o que veio substituir as séries. Fartlek e treinos de ritmo. Parecem nomes inofensivos, parecem, mas não são. Tiram o sangue todo aos ossos. 
Como estou “proibido” de competir, ponho muita lenha a arder nos treinos. Por norma fico queimado, mas muito. Também é verdade que às vezes saem registos que trazem alguma ajuda, ajuda para os treinos que se seguem. Pura motivação. Vou deixar dois exemplos disso.
Na tarde de Halloween, tinha decidido, dez minutos de aquecimento, quinze minutos à morte (às escuras), dez minutos de volta à calma. Só que no meio dos quinze rápidos, não resisti a ver o relógio. Ia abaixo do melhor registo dos cinco kms. Que sofrimento aqueles últimos mil metros… Não fiz os dez minutos de volta à calma, não estava capaz, mas pulverizei a melhor marca da distância, tirei vinte e quatro segundos ao antigo recorde.
E as séries é que são sofrimento…
Recentemente noutro treino técnico “inofensivo”, voltou a haver sofrimento a sério. 
Saída para um treino progressivo de dez kms. A ideia era correr progressivamente, e no total ficar abaixo do minuto trinta e oito. Os primeiros cinco kms tinham que ser feitos às escuras, por sensações. Na consulta intermédia, com “pernas” para andar, a média apontava para o melhor desempenho nos dez kms. Os últimos cinco kms em contra relógio, deixaram a sensação que posso pensar em entrar no minuto trinta e quatro. Mas tenho que confessar, no último km estava no limite. Voltei a pulverizar um registo, desta vez, quarenta e dois segundos menos. 
E as séries é que são sofrimento...
Lembro-me, do que disse ao meu irmão e ao Ricardo, há mais ou menos quatro anos. “Um dia, corro uma maratona em 2h:48, corro uma meia maratona numa 1h:16, e corro os dez kms em 35 minutos. Falta a meia maratona. Mas não é para agora, estou numa de maratonas…
Durante os treinos técnicos, um dos pensamentos é, amanhã é dia de recuperação, amanhã é dia de recuperação, ... É o cérebro a negociar o sofrimento. Os treinos de recuperação, são os treinos fofinhos. Se houvessem só treinos de recuperação... O mundo... O mundo, era um mundo melhor, mais fofinho!!!
Por falar num mundo melhor, vamos lá falar do melhor ambiente que existe para treinar, disse ambiente, não disse piso. Eu já tenho dito que adoro treinar à beira mar. No momento parece-me que era capaz de correr interminavelmente. Fico com a sensação de que a maresia me alimenta. Revitaliza o corpo e a mente. Ainda por cima gosto da água do mar, sim, mesmo para beber... Dá a sensação, que se não houvessem barreiras, nunca mais parava. Temos que tirar o exagero, como é óbvio. 
Excesso de treinos na praia, fez-me parar a preparação do Porto 2016, duas semanas. Uma lesão num joelho. Agora tenho o compromisso interno, em alturas de plano de treinos, nada de corridas na praia. É proibido.
Um dia destes, tinha que fazer uma hora de recuperação, mais ou menos doze kms. O problema foi, que tinha areia à vista. “Não podes… Mas eu gosto tanto… Não podes… Mas eu gosto...” Da hora disponível, estive meia hora a negociar com a mente. Consegui a outra meia hora na praia, seis kms na areia, mas prometi que ia devagar. Cumpri. E depois ainda encontrei pessoal conhecido. Quiseram tirar fotos e mais não sei o quê… Malta aborrecida!!!
Se eu mandasse, a pista onde treino, tinha mar à volta. Todas as estradas onde faço longos, eram resvés o oceano Atlântico. E os treinos de recuperação, eram feitos em passadiços à beira mar. Mas pronto, não sou eu que mando…
E não é que escrevi sobre atletismo?!
Hoje foi dia de treino fofinho. Recuperação em dia de Natal. Aproveito para deixar votos de um bom Natal a quem vem aqui ao cantinho de reflexões. 
Aquilo da alimentação à base da maresia, não está comprovado. Se for só maresia a pessoa perde muito peso. E a água salgada dá uma certa sede. Nem tudo o que é poético de escrever, resulta na prática. Há por aí muitas dietas, mas nunca ouvi falar na dieta poética. 
“Fico com a sensação de que a maresia me alimenta.” Isto só visto, contado...
Bom Natal, boas corridas!

sábado, 25 de novembro de 2017

Messi, Barcelona, não, não é futebol!


A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Depois de Sevilha em 2014, Madrid 2015, segue-se nova aventura em Espanha. Será na cidade condal, no dia  11 de Março, que vou tentar concluir a minha nona maratona.
A programação da época de atletismo 2017, foi um autêntico desastre. Erro atrás de erro. Foi programação de principiante  básico. Ano (quase) "horribilis" . É verdade que fiz uma marca em Roma (2:48:10), que dificilmente vou conseguir bater. Tirando isso e os convívios com o pessoal, o resto do ano desportivo, tenho mesmo que dizer... foi…fezes!!!
Tenho que confessar também. Lido muito mal com  desistências. Seja por lesão, por taquicardias, ou seja por o raio que me parta. Ainda bem que isto é um hobby.
A lesão da maratona de Lisboa e consequente desistência deixou-me uma azia que nem quero classificar. Apesar de quinze dias depois estar recuperado, aconteceu o efeito borboleta. Suprimi todas as provas até ao fim do ano. E não eram poucas.
Em boa hora, colegas do clube sugeriram a maratona de Barcelona. E continuou a borboleta, nesse dia apaguei mais duas provas habituais do calendário. Trilhos de Mértola e a meia-maratona da ponte 25 de Abril. Desde que corro que faz parte do calendário. Em 2018 não vai fazer. 2018 terá que ser diferente do ano anterior, diferente, mas muito!!! Já disse que… ando com uma azia…
Uma preparação de maratona que se preze, começa com uma meia-maratona em ritmo ligeiro. Barcelona não foi diferente. Por questões logísticas decidi fazer em circuito São Silvestre A-do-Neves. 21 voltas, e está despachado. Foi a primeira meia-maratona “dentro” de  casa. Mesmo a tempo de apanhar o despertar duma princesa.
A preparação começa muito mais cedo do que é  habitual. Já preparei uma maratona nesta altura do ano (Sevilha 2014), e diz-me a experiência que tenho que descontar duas a três semanas. Geralmente há uns trezentos jantares de Natal. Os treinos não gostam de jantares de Natal.
Como a maratona se vai realizar em Barcelona, trouxe para dividir a foto principal  comigo, um rapaz, que é mais ou menos conhecido por aqueles lados, Lionel Messi. Ele insistiu muito…
E porque não escrever um pouco sobre futebol?! Eu acabo por nunca escrever sobre atletismo na mesma!
Trouxe o Messi, porque sou um admirador confesso das qualidades futebolísticas do moço. Faz parte da galeria restrita dos meus três ídolos do futebol. A ele juntam-se Manuel G. Bento, e Diego A. Maradona.
Bento (o Homem Borracha), antigo guarda redes do Benfica. Foi por causa dele que comecei a gostar de ver futebol, e por arrasto simpatizante do clube, que, como dizem os meus colegas do norte, tem um milhafre no símbolo.
Diego Armando Maradona (el Pibe, el D10S).
Sobre este indivíduo, aconselho rever resumos do México 86. O facto de ele ter saído desse campeonato do mundo com a alcunha El Dios, deve querer dizer alguma coisa.
E por fim Messi (la pulga). Um alien que vive entre nós há trinta anos.
Eu costumo dizer que as pessoas que assistem aos jogos do Barcelona, deviam pagar dois bilhetes. Um pelo jogo em si, e outro pelo privilégio de o ver jogar.
Ídolos futebolísticos, são estes três. Mas nunca esquecendo, os nossos, “Reinaldo” e Eusébio. Fenomenais.
Contudo não posso deixar este assunto futebol, sem antes deixar informação relevante em relação à minha naturalidade. Antes de qualquer outro clube, sou do Farense. A claque do clube algarvio (Os South Side Boys), não se importam que o pessoal de Faro tenha outras preferências clubísticas. Mas, “impõem”, se são de Faro, primeiro são do Farense. Quando virem a inscrição que está na foto, espalhada pelo concelho, já sabem o que significa.
“És de Faro
És Farense”
É verdade que Barcelona tem estado muito em voga, por ser a capital da Catalunha. Pela tão badalada independência. Foi também por isso, que o pessoal decidiu por Barcelona. Vamos pôr  alguma ordem naquilo, vamos  sentir o pulso da população, e atuar convenientemente. Se há coisas que somos conhecidos, é por pôr ordem em sítios…  Pernetas no terreno!!!
E já agora o catalão... O que é aquilo?! Que língua é aquela?! Parece o meu primo de Évora, o José João, quando tenta falar espanhol em Badajoz, com as vendedoras de caramelos. Só que, é  ele a tentar falar espanhol, depois de almoço, com o bucho cheio de vinho tinto...
Boas corridas.

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Ganda Zuka! Do Coliseu ao Terreiro do Paço, são 2h:48m de distância.

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Maratona de Lisboa 2017, a primeira desistência na prova rainha.
Não tenho o hábito de escrever sobre provas que não concluo, mas desta vez merece a exceção. Para lá da minha participação, tinha um “afilhado” em prova. E já se sabe, quando um corre, corremos todos.
Nos treinos que antecederam, a maratona, fui surpreendido por uma dor no pé esquerdo. Dor essa que me obrigou mesmo a parar em três treinos. Como aconteceu de forma aleatória e não consecutiva, pensei que não teria grande importância. Teve importância.
A minha maratona, acabou perto de São Pedro do Estoril. Com quase 19 kms, três deles em “insistência”. Estava na hora de sair de pista. Acabei por desistir na primeira vez que não tinha um tempo específico como objetivo, era só para terminar. Se calhar o meu corpo sob pressão afasta as lesões. Pode parecer brincadeira, mas vou ficar a pensar nisso.
Passado pouco tempo, comecei a pensar que tinha de arranjar maneira de chegar ao Terreiro do Paço antes do afilhado. Foi fácil, foi só procurar a estação de comboio mais perto, e 50 minutos depois estava na chegada.
O tempo de espera serviu para trazer a maratona de Roma, para Lisboa. Cheguei ao Terreiro do Paço e lembrei-me imediatamente do Coliseu. Não, não foi pelas parecenças. Foi da azáfama. Foi pela envolvência que por ali havia. Provas com milhares de pessoas, são mesmo a minha praia.
Lembrar-me do Coliseu, e das 2h:48m de Roma, fez-me pensar que afinal de contas o ano “maratonístico” não correu assim tão mal. A desistência de Lisboa tinha que ser encarada com normalidade. A corrida contínua.
A primeira coisa a fazer, era ir esperar o meu irmão que vinha na meia-maratona. Meia-maratona que tinha saído da Ponte Vasco da Gama. Tal como ele tinha previsto, 1h:33m depois, aí estava ele. Ainda deu para um cumprimento na reta final.
Vou aproveitar para descrever a meia-maratona com os olhos dele.
“Epá, o novo percurso da prova é muito mais duro, mas é espetacular…”
Pois, às vezes os recordes pessoais não são tudo. Alteraram o percurso para melhor. É mais difícil, mas passa pela parte nobre da cidade. Eu já fiz a Avenida da Liberdade em prova, e tenho a dizer. Entre as retas da marginal, sem “graça” nenhuma, prefiro andar nos altos e baixos pela bela Lisboa. Fiquei com muita vontade de fazer esta prova.
Deixar uma palavra de apreço para o restante pessoal que terminou a meia-maratona, alguns deles estreantes. Foi curioso ouvir as conversas deles na volta, no autocarro. Fez-me recuar no tempo. Quando estava também no início da brincadeira da corrida. 
Outra menção ainda para outro amigo das corridas, o Valdemar, que fez na estreia da maratona, 3h:12m. Muito bom!
Continuou a conversa com o meu irmão sobre o novo percurso da meia, enquanto fomos esperar pelo Zuka. Já havia quatro horas de prova, estava na altura do rapaz aparecer, mais coisa menos coisa.
Mas antes disso, tenho que fazer um flashback.
O Zuka começou as corridas dele há alguns anos. Primeiro em provas de curta distância, duas mãos cheias de meias-maratonas e outras provas de trail similares. Mas acima de tudo com o máximo respeito em relação às distâncias, e à sua capacidade. Isso tudo junto, fê-lo decidir experimentar a maratona. 
Neste flashback, ainda tenho que fazer um parêntesis. 
Contaram-me que, quando acabei a maratona do Porto 2016, com 2h:50m, e ele ficou a saber. Disse a plenos pulmões publicamente que o herói dele, não era o Mo Farah, nem o Bolt. O herói dele era eu, no que ao atletismo diz respeito. Não é a primeira pessoa que tem manifestações do género. Talvez por, felizmente conseguir desempenhos um pouco fora da caixa, para quem o atletismo é apenas, uns bons treinos e muita diversão. Que faz bem ao ego ouvir essas manifestações, lá isso faz!
Como é óbvio, quando ele tomou a decisão, em Maio, prontifiquei-me a ajudar no que fosse possível. Claro que lhe dei os planos de treino que faço para mim, claro que lhe disse para não os cumprir na íntegra (o moço que os faz não regula bem da cabeça), mas acima tudo, nunca lhe disse que ia ser fácil. Nunca é.
Treinar para uma maratona durante o Verão tem dificuldades extra. As férias, as festas de Verão , o calor, as festas de Verão, a praia, as festas de Verão… No Verão há muita festa!!!
O Zuka resistiu a isso tudo. Tirando muito tempo, aos filhotes e à Sónia. Traz sempre algumas privações, como é óbvio. 
Estabelecemos algum critério no plano. Havia parâmetros mínimos para serem cumpridos. Foram cumpridos, com maior ou menor dificuldade. No fim disto tudo, só faltava ligar Cascais ao Terreiro do Paço a correr. Já o fiz na totalidade duas vezes, embora antes fôssemos até ao parque das Nações. O percurso é muito bom. Vista espetacular ao longo da costa.
Quando o deixei perto da sua zona de saída, pensei, agora é que é mesmo só da responsabilidade dele. Foi um gosto ajudá-lo a chegar até ali. O resto era com ele.
4h:19m depois, lá estava o homem a cruzar a meta, e a fazer a sua dança de vitória. Um minuto antes cruzou-se comigo e com o meu irmão, onde demos o último incentivo. O melhor que pode descrever o momento, foi o que o rapaz disse aos dois à chegada.
“Quando os vi ali a incentivar, só o que me apeteceu foi chorar”.
O rapaz emocionou-se, era motivo para isso, o dever estava mais que cumprido. Mas não éramos só nós os dois que estávamos ali a puxar. Nós os dois, demos corpo às muitas pessoas que fizeram com que ele chegasse ali. Muita gente orgulhosa pelo rapaz. Onde estou incluído, como é óbvio. Afinal eu fui o padrinho da maratona. Ganda Zuka!
(O próximo é o mano mais velho, deixo aqui escrito, porque ele lê as tretas que eu escrevo. Assim sente-se comprometido!)
Eu não consigo sair de casa sem dar barraca, é qualquer coisa que tenho “colado” à pele. Foi acontecendo desde a Funcheira até ao regresso. Resultado disso? Riso compulsivo!!!
Eu já almocei inúmeras vezes na Cervejaria Portvgália, não fazia a mínima ideia é que, o conceito era nacionalista. Portvgália, é para portugueses, e o resto é paisagem.
Após noventa e cinco por cento dos pedidos estarem servidos, havia um que não havia maneira de vibrar. Como é óbvio, eu sou a pessoa indicada para ir averiguar. Questionei a rapariga que me tinha atendido, o porquê da demora daquele menu. No mesmo momento da pergunta, a chefe de secção tomou conta da ocorrência. Eu não sou má língua, nem de inventar. Mas na minha opinião, a mulher mais parecia uma talhante. Só faltava a carne para cortar. Bem, eu estava ali…
A medo, perguntei pelo menu em causa, e ela respondeu.
“Falta o menu prà espanhola não é ?!
Você não conhece o ditado, “Espanhóis, Algarvios e Burros Brancos. É criá-los, e matá-los!!! Espanhóis são sempre os últimos a ser atendidos…” 
Rematou a senhora.
Eu, natural de Faro, ainda disse entre dentes, “Eu também não gosto nada de Algarvios... Mas a moça  não é espanhola… É portuguesa... Ela só queria o menu,... com o ovo... À  espanhola!!!”
Na Portvgália, está à vista, só Portugal!!!
Boas corridas!


(Apesar de um “floreado” ou outro  que acrescentei ao episódio da Portvgália, ele aconteceu mesmo. Mas sou incapaz, de passar a ideia que fomos mal atendidos, quando não fomos. Antes pelo contrário, o episódio foi  caricato e cheio de diversão. Foi apenas um dos muitos episódios)






domingo, 24 de setembro de 2017

24 horas, parabéns e Kipchoge.

A maratona do ponto de vista de um atleta atleta de baixa competição!
O meu blogue anda aborrecido comigo. Não há volta a dar. Ontem ligou-me a perguntar o que é que se passa. Sabe que tenho andado a correr e não tem visto publicações condizentes na blogosfera...
Como hoje, vou ter que estar aqui um pouco mais de duas horas a acompanhar via Twitter (dá para acreditar?! Imagens, é mentira!!!), três extraterrestres (Bekele, Kipsang, e Kipchoge), correrem uma maratona. Vou fazer uns copy pastes para o meu menino. Eu tenho andado com pouco tempo, não é por mal... Ou será preguiça?!
Em primeiro lugar vou buscar uma conversa de facebook em Junho, que lançou as 24 horas a correr... Ou não!!!
Como acho que debatemos temas muito importantes, devo deixá-los registados como deve ser.

"Luis Lobo
Carlos, ontem numa conversa com alguns runners levantou-se uma questão, levantou-se porque a questão estava sentada, acerca do evento 24 horas a correr. 
Este ano qual é a duração da prova?
Não consegui responder, mas acredito que estejas na posse da resposta. Ou então que conheças alguém que saiba...

Carlos Cardoso
É uma questão pertinente para a qual não tenho resposta. Assim pela lógica e como este ano este evento de setembro se realiza em novembro é muito provável que não tenha a duração de 24h mas sim à volta de um dia inteiro mais coisa menos coisa. Digo eu que não mando nada. Quem é capaz de saber é o José Moreira ou o Bruno Pinho ...

José Moreira
Caríssimo Luis Lobo, acerca da questão pertinentemente levantada, vou tentar senta-la. A duração terá a que cada um quiser, por exemplo, para alguns durará no máximo 11 klm, para ouros, sei lá, uns 25, para outros, enquanto houver carne pá assar, há ainda para alguns que dura enquanto a mulher/companheira/amante deixar. 
Espero ter ajudado a sentar um bocadinho a questão. 
Grande abraço

Luis Lobo 
Carlos, José, sabem que estas questões que se levantam são sempre as mais difíceis. Às vezes quando não param quietas, são consideradas  questões hiperativas!!!
Foram respostas esclarecedoras as vossas. Vou imprimi-las e se decidir participar na prova, faço delas o regulamento. Ficando pendente uma ou outra alínea, assim o Bruno o entenda.
Não acham que devia haver um espaço, onde a pessoa colocava questões pertinentes?
Chamando a responder verdadeiros entendidos nas mais diversas matérias. Parece-me uma ideia com pernas para andar...

Carlos Cardoso 
Eu não mando nada, mas acho isso de 24h um exagero do caraças, diria melhor, do caralho (afinal sou do norte), mas como este ano parece que afinal é só um dia inteiro até sou menino para participar. Acho que faço duas ou 3 maratonas de Roma. Que acham? Tb alinham?

Luis Lobo 
Carlos, José, Eu por mim tudo bem.
Se calhar fazemos as 24 horas a correr até à hora de almoço. Eu da parte da tarde tenho coisas combinadas.
Vamos alinhar estratégias para fazer o maior número de maratonas de Roma possível. 
Fica o Bininho a fazer de júri. Com mil escudos (sim o Bininho ainda está no tempo dos escudos) compramos um recorde do Guinness.
Guinness não é o nome de uma cerveja?! Então é garantido!!!

Carlos Cardoso 
Boa ideia ... despachamos isso em meio dia, que deve dar uma meia dúzia de horas. Eu à tarde estava a pensar em despachar a Maratona do Porto, sempre já estou equipado e assim só tomo um banho no fim, isto só se for mesmo preciso ... com um bocado de sorte ainda se antecipa a S.Silvestre para esse dia à noite e despacho as corridas todas em 24h, ou seja, num dia inteiro mais coisa menos coisa. Há que gerir bem a coisa.

Luis Lobo 
Carlos, observaste bem. Só que há um problema. Estamos a fazer combinações agora que os dias são grandes. Mas se a prova de Setembro se realiza em Novembro, os dias são mais pequenos. Temos que fazer contas a isso.
Estou um pouco confuso em relação a esta questão do tamanho dos dias...
Os dias tem sempre o mesmo tamanho???

Carlos Cardoso 
Não sei, mas sempre ouvi dizer que o tamanho não interessa. Tb temos outra questão ... este ano fazes anos outra vez em Setembro ou podes adiar para Novembro. Era giro cantar os parabéns entre a Maratona do Porto e a S.Silvestre.

Luis Lobo 
Carlos, o meu aniversário já mudei. Vai ser de acordo com as 24 horas a correr. Se eles alterarem, eu altero!!!
Agora começo a ficar preocupado com a São Silvestre A-do-Neves... 
Dezembro este ano calha em que mês?

Carlos Cardoso 
Acho que tb é novembro ... rais parta.... tudo em novembro.
Quanto ao aniversário não te esqueças ... vai pondo algum de lado.

Luis Lobo 
Carlos, o assunto está sério. São já muitas questões. 
Tenho a certeza que esta noite, tirando a parte que durmo, vou estar sempre acordado...
Vou ter mil questões amanhã, estas dúvidas abriram uma autêntica caixa de Pandora. Pandora?! Alguns shoppings também abriram lojas... 
Muita dúvida no ar, não está fácil!!!

Carlos Cardoso 
Pois ... pandora ... a Cinca tem uma serie com esse nome. Chegado a este ponto, proponho um retiro filosófico com tudo a que temos direito para poder pensar e arranjar as respostas que procuramos.

Luis Lobo 
Concordo plenamente com isso Carlos.
Isto só lá vai com um retiro filosófico.
Obrigado e um forte abraço!"
(Luis Lobo, 17/06/2017, in m.facebook.com)

Eu nem tenho palavras para comentar o que está ali escrito...
Isto do copy paste é uma espécie de papa...
Sendo assim vou aproveitar. Vou colar uma publicação do instagram relativa às 24 horas a correr.
Aquela coisa das minis e do vinho tinto, é só quando estou à frente do pessoal. Como ilustra bem a foto do topo, eu quero é chazinho quente!!!
Ou é isso, ou eram 4 da manhã, e eu tinha terminado o meu segundo turno de corrida, com quase 60 kms acumulados e tinha tudo gelado até às entranhas. Depois de beber uma mini com batatas fritas na tenda CAL, apanhei o chá a meio, estava de caminho para mais um banho gelado. Sim, a seguir houve mais uma refeição completa, com vinho, sopa e essas coisas. Acabei de almoçar eram 5:30.
Grande ambiente no parque de Vale de Cambra. As pessoas que já conheces, as que ficas a conhecer, muito, muito bom.
Vá lá a publicação do instagram...

"Vale de Cambra 2017.
24 horas?! Passam a correr!!! Segunda participação por equipas x4, com seis horas para cada atleta, no nosso caso dividido por três segmentos de duas horas, com seis de recuperação entre si.
Como costumo dizer, temos um grupo fortíssimo. Só por isso, correr é um pormenor.
Consegui percorrer a mesma distância da edição anterior, mais de 80 kms. Coisa que me surpreendeu. Fiz apenas um treino longo de jeito, o resto da preparação tive que improvisar devido ao pouco tempo disponível.
Como uma surpresa era pouco, o esqueleto voltou a surpreender. Em 2016 fiquei com um tremendo “empeno”. Desta vez não. Não foi para lá de umas dores musculares nas horas seguintes à prova. Já fui testar a máquina num treino de recuperação, parece que não se passou nada. Se calhar, fiz uma gestão equilibrada em Agosto, altura em que tive pouco tempo para treinar. Eu agarrei-me à experiência acumulada e tentei fazer por isso. Ao que parece... Resultou!!!" 
(@luisloboo, 13/09/2017, in instagram).

Isto pode parecer preguiça, mas não é... Queria escrever um sinónimo de preguiça, para disfarçar a coisa, mas não me apetece... Vá, se calhar é!!! Não demora vou fazer outro copy paste...
E não é que tive de parabéns entretanto. Já há 42 anos que assim é!
Já tenho alguma experiência no número 42. É óptimo chegar aqui com seis anos de corrida, muitas meias-maratonas e outras distâncias pelo meio, mas com oito provas rainha concluídas.
Em relação ao texto que vou aproveitar do facebook, não tenho fotos de chazinho...Foi mais cerveja e vinho.
Haja preguiça, haja copy pastes...

"Quero deixar um muito obrigado por todas as mensagens de parabéns. Um bem haja para todos.
42 é o número mítico do atletismo, o número de kms da prova rainha. Parecendo que não, já concluí 8. Faltam 34!!!
Como não podia deixar de ser, tenho que escrever um pouco sobre corrida, aliás, como faço constantemente.
As pessoas que estiveram comigo em Vale de Cambra, Oliveira de Azeméis, nas 24 horas a correr x4 nem fazem ideia do verdadeiro motivo da minha viagem ao norte do país. Como um colega de equipa escreveu, acabei por correr, em pouco mais de seis horas de corrida, “uns impressionantes 85 kms”. Mas isso foi um pormenor. Não sabe o Carlos que a minha verdadeira preocupação era outra…
Como o tempo não pára, e o futuro é hoje, nada como encarar de frente esta nova realidade.
Aproveitei essa tal viagem, com a desculpa da corrida, para ter uma reunião preparatória/exploratória com velhos conhecidos, relacionada com esta nova fase da minha vida. Não há que ter receio da terceira idade. Hoje em dia existem lugares de acolhimento magníficos, com condições espetaculares. Deixei assim, e desde já preparada, a entrada na Casa de Repouso/Lar Nossa Senhora do Cafuné, em Alcofa de Baixo.
O lugar em si, tem todas as condições necessárias e mais algumas. Tenho que agradecer ao Zeca (ao fundo na foto), compincha de longa data, por esta possibilidade. O Zeca é o presidente da fundação Bengala Dourada. Fundação essa que gere a Casa de Repouso em causa.
Tive também oportunidade de ficar a saber o que se está a fazer ao nível da inovação sénior. O uso da tecnologia em prol do conforto e lazer.
Com muitas surpresas pelo meio, destaco os andarilhos e as dentaduras.
Nos andarilhos tenho que salientar a incorporação da tecnologia dos Segways. As deslocações e passeios pelo parque nunca mais serão a mesma coisa.
Se isto parece vanguardista, o que dizer das dentaduras. Aquele problema de não saber onde está a placa de manhã, ou a quem pertence, vai acabar. A nova geração de dentaduras vem equipada com um chip localizador e com um identificador facial. Quem nunca usou uma dentadura enganada, que atire a primeira pedra. Mas não se ficam por aqui as novidades. De forma a facilitar a vida aos nutricionistas e otimizar a alimentação dos idosos, estuda-se também a possibilidade de no futuro, as dentaduras virem equipadas...Com contador de dentadas…
 Eu podia ter passado sem escrever isto… Se calhar não havia necessidade… Enfim… Tá feito!!!
Mais uma vez, muito obrigado pelas mensagens de parabéns!!!" 
(Luis Lobo, 18/09/2017, in m.facebook.com)

É uma pena as pessoas terem pouco tempo, e depois escreverem coisas assim. É de lamentar. Mas já que está...!!!

Os primeiros tweets apontam para ritmo abaixo do recorde do mundo. 
Tenho acompanhado a carreira dos três favoritos, Bekele, Kipsang, e Kipchoge, desde há algum tempo, e não tenho preferido. São, como disse no início, três aliens. É impressionante o ritmo que correm.
Ao que parece as condições climatéricas não estão a ajudar...
A passagem à meia-maratona continua em ritmo de recorde...
Bekele, já era. Está a ficar para trás...
Sai Kipsang de cena...
Resta Kipchoge e Adola, o estreante. Ainda dentro do ritmo recorde aos 30 kms...
E pronto, ganhou o Kipchoge, não houve recorde, 2:03:33 fica para outra ocasião. O Kimetto, fica com os suas 2:02:57 a liderar mais uns tempos.

E pronto, espero ter satisfeito o blogue.  Eram coisas que estavam escritas, mas deu muito trabalho... Preguiça?! Não, agora cá preguiça!!!
Boas corridas!









quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Ultra Trilhos Rocha da Pena 2017

A maratona do ponto de vista de um atleta de baixa competição!
Trilhos Rocha da Pena 2017.
O Azores Blue Island Ultra Trail, deixou uma azia que ainda dura. Não fazia a mínima ideia que a primeira prova, após descanso, em que iria participar fosse de trail. Tinha deixado salvaguardado que provas de trilhos, só para não desfazer companhia e sempre na menor distância possível. Os Trilhos Rocha da Pena conjugaram esses dois fatores.
Após os Trilhos de Mértola em Março, ficou mais ou menos combinado entre mim, o meu irmão, o Zé Gonçalo, e o Ricardo, que quando houvesse um trail curto no Algarve, iríamos tentar participar. A juntar a isso, havia a participação de colegas do Clube Atletismo de Lamas, o Nuno, o Joel, o Jorge, e o Sérgio. E assim surge a Rocha na Pena no horizonte.
O ano passado participei na distância mais longa, os 48 kms. Participação essa relatada num post no blogue à altura. Tinha ficado muito agradado com toda a envolvência, e deixei isso mesmo registado na referida publicação. Sem querer ser repetitivo, tenho mais uma vez que elogiar a superior organização. Tudo como deve ser. Desde  a simpatia e disponibilidade do staff, como a qualidade e variedade dos abastecimentos. No fim ainda disponibilizaram uma refeição, massa com atum e salada, ao invés da bifana do ano passado. Para quem não come carnes vermelhas é bem. Muito obrigado por isso.
A prova correu dentro das expetativas, não houve taquicardias, coisa que o trail tanto gosta de despoletar. O relevo da serra Algarvia oferece sempre umas belas dificuldades. Com a cereja no topo do bolo a ser a “subida da morte”. Ao ver a “morte” não resisti a umas selfies, diga-se, uma morte toda fashion. O facto de haver tempo para selfies, diz bem do espírito em que ia a “minha” prova… ia cinco estrelas!!!
A participação do resto dos colegas foi também de acordo com o esperado, com maior ou menor dificuldade. Deixar já aqui um forte abraço a todos. Tenho o condão de juntar Calenses, Alentejanos Voadores, Sem Equipa. Cinco estrelas, é o que é!
No entanto  não posso deixar de referir um episódio mais caricato com um dos companheiros.
Estava eu na cavaqueira com atletas na zona Lounge (abastecimento pós prova), quando vejo vir na minha direção um atleta apoiado numa rapariga da organização. Tinha esgotado o oxigénio dos músculos, não estava fácil manter-se de pé...
Disse à rapariga entre muitos risos:
- Dê cá o rapaz, que eu tomo conta dele, é meu irmão mais velho!!!
Enquanto o ajudei a sentar, a rapariga estava a tentar falar com ele, e ele sem ouvir só dizia:
- Traz-me melão, melancia, banana, água…
- Calma rapaz… a menina só te quer tirar o chip…
“Traz-me melão, melancia, banana, água…”, continuava ele. Bem, não eram só os músculos que traziam pouco oxigénio, o cérebro também não estava com os níveis normais. Mas nada de preocupante. Apanhei uma bela “barrigada” de rir com ele. É claro que lhe dei melão, melancia, banana, água, etc. No fundo, tratei do menino (muitos risos). Passados quinze minutos já andava a nadar na piscina. Sim, temos direito a piscina no fim da prova. Muito bom.
Tive oportunidade de acompanhar de perto as chegadas do Nuno e do Zé. Ponto alto a chegada do Zé Gonçalo, em apoteose, aliás, como é hábito. Grande Zuka!!!
Só uma chamada de atenção para a t-shirt do Zé, São Silvestre A-do-Neves... Calma pessoal... O fim de ano este ano é só em dezembro.
Por várias interpelações ao longo do ano, senti-me na obrigação de fazer um flyer informativo. Vou repetir, o fim de ano este ano é só em dezembro... Calma!!!
Ficam assim umas luzes do porquê desta participação em trilhos, apesar da azia causada pelo trail dos Açores. Não era mesmo caso para desfazer companhias.
Um dos meus objetivos centrais com a corrida, é a diversão. Diversão com a corrida e com a escrita acerca da mesma. O Ultra Trilhos Rocha da Pena 2017, vai marcar de forma indelével as duas coisas.
Como referi anteriormente, o ano passado escrevi um post sobre a edição 2016. Esse post foi “aproveitado” (e bem), pela organização para promover o evento deste ano. Destacaram um ou outro parágrafo e partilharam a publicação na totalidade no Facebook da prova. Acho que a organização esteve muito bem. Esteve muito bem porque nesse post falo de coisas, muito, muito importantes. Aliás, eu só escrevo sobre coisas importantes, isto não é cá para brincadeiras.
Foi com muito orgulho, que vi placas ao longo do percurso com algumas piadas inspiradas pela minha escrita. Soube muito bem. Só por isso já valeu (muito) a pena participar. O maratonadebaixacompeticao.blogspot.com, também gostou da menção.
Se bem que ainda ninguém me conseguiu  explicar muito bem, para que servem as unhas dos pés... Os dentes eu sei!!!
Um dos assuntos que tinha deixado pendente o ano passado, era o teste do pezinho, por falta de unhas. Lá consegui arranjar um rácio decente (9 unhas), e fiz o teste. Fiquei a saber que tenho um pé quase pronador, e outro quase supinador. No fundo o que eu já suspeitava, dois pés teimosos…
Boas corridas